{"id":18553,"date":"2017-08-17T20:31:00","date_gmt":"2017-08-17T23:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cisb.org.br\/?post_type=article&#038;p=18553"},"modified":"2023-12-13T10:34:50","modified_gmt":"2023-12-13T13:34:50","slug":"um-olhar-para-o-futuro","status":"publish","type":"article","link":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/artigos\/um-olhar-para-o-futuro\/","title":{"rendered":"Um Olhar para o Futuro"},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Ex\u00e9rcito Brasileiro (EB) busca se atualizar para atender \u00e0s demandas decorrentes dos novos tempos provenientes da Era do Conhecimento; parceria com o CISB abriu portas para que militares conhecessem de perto o ambiente de inova\u00e7\u00e3o sueco, um dos mais respeitados internacionalmente.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"400\" src=\"https:\/\/cisb.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/bol28_mat04.jpg\" alt=\"bol28 mat04\" class=\"wp-image-16853\" srcset=\"https:\/\/cisb.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/bol28_mat04.jpg 500w, https:\/\/cisb.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/bol28_mat04-300x240.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Crescente demanda global por alimentos e recursos h\u00eddricos, energ\u00e9ticos e minerais, surgimento de novas tecnologias, adensamento das popula\u00e7\u00f5es urbanas e outras mudan\u00e7as s\u00e3o marcas evidentes no mundo hoje. Todos esses aspectos impactam diretamente a maneira como governos e entidades civis atuam. Com o Ex\u00e9rcito n\u00e3o \u00e9 diferente. As transforma\u00e7\u00f5es sentidas em todo o planeta atualmente demandam uma nova maneira de desenhar a estrat\u00e9gia de defesa de uma na\u00e7\u00e3o, tornando-a alinhada \u00e0s novas exig\u00eancias trazidas pela modernidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o in\u00edcio do processo de mudan\u00e7a ocorreu ainda em 2011, com a transforma\u00e7\u00e3o do Sistema de Ci\u00eancia e Tecnologia do Ex\u00e9rcito (SCTEx). Naquela ocasi\u00e3o, a sua for\u00e7a motriz deixou de se limitar \u00e0s exig\u00eancias atuais da entidade e passou a focar principalmente nas necessidades futuras da For\u00e7a. \u201cPrecis\u00e1vamos inovar, criando e disponibilizando solu\u00e7\u00f5es que propiciassem novas capacidades terrestres e operacionais\u201d, diz o Coronel Tales Villela, chefe da Assessoria Estrat\u00e9gica do Departamento de Ci\u00eancia e Tecnologia (DCT). Logo ficou claro que investimentos em uma equipe altamente qualificada seriam determinantes para que o processo de inova\u00e7\u00e3o fosse bem-sucedido. \u00c9 dentro desse contexto que surge a parceria com o CISB e a rela\u00e7\u00e3o com a Su\u00e9cia.<\/p>\n\n\n\n<p>O pa\u00eds escandinavo entrou definitivamente no radar do DCT ao figurar sempre em posi\u00e7\u00e3o de destaque segundo o Global Innovation Index (GII). Com a Su\u00e9cia ganhando pontos por seu est\u00edmulo \u00e0 inova\u00e7\u00e3o, restava encontrar alguma entidade que realizasse a ponte entre as duas partes, o que tornou o CISB o parceiro ideal para as novas ambi\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito. Para formalizar essa parceria, as duas institui\u00e7\u00f5es assinaram um Memorando de Entendimento em agosto de 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, tr\u00eas turmas da For\u00e7a foram enviadas \u00e0 Su\u00e9cia para acompanhar de perto o ambiente de inova\u00e7\u00e3o t\u00e3o bem-sucedido. Selecionados, principalmente para compor o efetivo &nbsp;da AGITEC (Ag\u00eancia de Gest\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica), organiza\u00e7\u00e3o militar recentemente criada pelo EB, os estudantes participaram do Curso Executivo em Gest\u00e3o da Inova\u00e7\u00e3o, ministrado na Universidade de Link\u00f6ping, onde tamb\u00e9m tiveram contato com representantes da Saab e outras ind\u00fastrias. Parte das aulas e encontros ocorreu no IME (Instituto Militar de Engenharia), no Rio de Janeiro. O curso contou com aulas te\u00f3ricas, instru\u00e7\u00f5es, aplica\u00e7\u00e3o real do conte\u00fado e visitas de campo a Institutos de Ci\u00eancia e Tecnologia e plantas industriais. \u201cO que mais nos interessou foi o modelo de h\u00e9lice tr\u00edplice, em que academia, ind\u00fastria e governo se unem em prol da inova\u00e7\u00e3o\u201d, diz o Coronel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo pode um pa\u00eds t\u00e3o pequeno realizar coisas t\u00e3o fant\u00e1sticas?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A indaga\u00e7\u00e3o \u00e9 do Major Engenheiro Militar Aderson Campos Passos. Servindo no IME, o oficial passou um m\u00eas na Su\u00e9cia em 2015, onde se impressionou com o modelo de inova\u00e7\u00e3o local. \u201cChamou a aten\u00e7\u00e3o o incentivo ao empreendedorismo e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de conhecimento com foco na inova\u00e7\u00e3o industrial &#8211; que \u00e9 feito no Brasil, mas com vi\u00e9s bem diferente\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia gerou insights para um processo que vem provocando uma enorme transforma\u00e7\u00e3o no IME, que envolve a\u00e7\u00f5es na melhoria da infraestrutura, planejamento de pessoas, aperfei\u00e7oamento do ensino, desenvolvimento da cultura empreendedora e da aproxima\u00e7\u00e3o com a ind\u00fastria.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em 2015, a entidade abriu di\u00e1logo com ind\u00fastrias para tentar desenvolver projetos de interesse comum. \u201cA ideia \u00e9 come\u00e7ar pequeno. Naquele ano, realizamos quatro projetos na \u00e1rea de defesa com algumas ind\u00fastrias. Em 2016, fizemos mais uma jornada com o mesmo formato, por\u00e9m com seis empresas participantes\u201d, diz o Major Aderson, lembrando que mais a\u00e7\u00f5es do tipo devem ocorrer neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra iniciativa de destaque foi a implanta\u00e7\u00e3o de um conjunto de boas pr\u00e1ticas de ensino de Engenharia com a ado\u00e7\u00e3o da metodologia CDIO (Conceiving \u2014 Designing \u2014 Implementing \u2014 Operating), criada num esfor\u00e7o conjunto de tr\u00eas universidades suecas: Royal Institute of Technology &#8211; KTH, Chalmers University of Technology e Link\u00f6ping University e o MIT nos EUA. A novidade, inclusive, tem tudo a ver com os objetivos da For\u00e7a, uma vez que parte do pressuposto de que o ensino de Engenharia deva se enquadrar aos novos tempos, sendo mais pragm\u00e1tico, sist\u00eamico e n\u00e3o excessivamente limitado a quest\u00f5es t\u00e9cnicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, tamb\u00e9m \u00e9 de grande import\u00e2ncia a implementa\u00e7\u00e3o, em 2016, de um curso de Empreendedorismo em parceria com a FGV-RJ, antes destinado apenas para alunos de Administra\u00e7\u00e3o. \u201cMontamos o curso em conjunto para que alunos e professores das duas institui\u00e7\u00f5es interagissem em sala de aula\u201d, diz. Em 2017, o curso voltar\u00e1 a acontecer, por\u00e9m como uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio IME. \u201cTamb\u00e9m estamos desenvolvendo a cultura empreendedora, com foco em start-ups de tecnologia de alto crescimento. Tudo isso vimos na Su\u00e9cia\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impacto<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A Capit\u00e3 L\u00edgia Lopes Fernandes, da Se\u00e7\u00e3o de Informa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica da AGITEC, passou um m\u00eas no pa\u00eds escandinavo e conta que foi impactada pelos cases de inova\u00e7\u00e3o aberta apresentados ao longo do curso. \u201cO modelo era novo para mim e foi muito interessante conhecer como foram conduzidos alguns projetos de pesquisa e desenvolvimento dessa forma e, em especial, o modelo de arena de inova\u00e7\u00e3o aberta (Open Innovation Arena)\u201d, diz. \u201cO curso me proporcionou a base para entender o universo em que trabalho desde ent\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O aspecto cultural tamb\u00e9m saltou aos olhos dos participantes. \u201cPercebi que a cultura sueca \u00e9 muito participativa: a coletividade prevalece sobre o indiv\u00edduo\u201d, relata o Tenente-Coronel Leonardo Oliveira de Ara\u00fajo, chefe da AGITEC. \u201cNos semin\u00e1rios e nas aulas, lembro de apenas 2 pessoas que falaram em primeira pessoa. De modo geral, eles sempre usavam o \u2018n\u00f3s\u2019 para se referir \u00e0s suas a\u00e7\u00f5es\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O oficial diz que essa caracter\u00edstica \u00e9 fundamental para o sucesso do modelo de h\u00e9lice tr\u00edplice. \u201cNo Brasil, gostamos muito de ressaltar o nosso trabalho e esquecemos de enaltecer a coletividade. O primeiro passo para empreender um processo de inova\u00e7\u00e3o \u00e9 vencer essa barreira\u201d, afirma. O Coronel Tales Villela endossa: \u201co ambiente de inova\u00e7\u00e3o sueco \u00e9 baseado na confian\u00e7a m\u00fatua. Nele est\u00e1 a chave de todo o sucesso\u201d.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":18028,"template":"","article_category":[198],"class_list":["post-18553","article","type-article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","article_category-defesa-e-seguranca"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/article\/18553","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/article"}],"about":[{"href":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/article"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18028"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18553"}],"wp:term":[{"taxonomy":"article_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/article_category?post=18553"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}