{"id":20716,"date":"2018-03-14T15:57:42","date_gmt":"2018-03-14T18:57:42","guid":{"rendered":"https:\/\/cisb.org.br\/articles\/endless-learning\/"},"modified":"2023-12-15T22:52:43","modified_gmt":"2023-12-16T01:52:43","slug":"aprendizado-sem-fim","status":"publish","type":"article","link":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/artigos\/aprendizado-sem-fim\/","title":{"rendered":"Aprendizado sem Fim"},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>A Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) desenvolveu um trabalho na \u00e1rea de intelig\u00eancia artificial em parceria com a Volvo Cars. O resultado \u00e9 um sistema de sensores aplicado em carros e caminh\u00f5es capaz de se aprimorar de maneira aut\u00f4noma, dando muito mais seguran\u00e7a ao motorista.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-16956\" style=\"margin-right: 20px; margin-bottom: 20px; float: left;\" src=\"https:\/\/cisb.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bol30_mat02.jpg\" alt=\"bol30 mat02\" width=\"500\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/cisb.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bol30_mat02.jpg 500w, https:\/\/cisb.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bol30_mat02-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>Com o objetivo de aumentar a seguran\u00e7a de motoristas em todo o mundo, a montadora Volvo lan\u00e7ou m\u00e3o da tecnologia de ponta e passou a aplicar sensores em seus ve\u00edculos para avaliar as mais diferentes situa\u00e7\u00f5es, desde detectar eventuais mal funcionamentos dos autom\u00f3veis at\u00e9 criar alertas sobre riscos de colis\u00f5es. Para obter \u00a0dados precisos, esses equipamentos registram uma infinidade de informa\u00e7\u00f5es dentro e fora do autom\u00f3vel, tais como press\u00e3o do \u00f3leo ou mesmo detec\u00e7\u00e3o de objetos ao redor.<\/p>\n<p>O uso de sensores n\u00e3o \u00e9 exatamente uma novidade dentro da ind\u00fastria automobil\u00edstica. O que a Volvo quis fazer foi dar um passo \u00e0 frente e aplicar um sistema capaz de aprender de acordo com o uso, num processo muito parecido com o que acontece no aprendizado humano. Para isso, formalizou uma parceria com a Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), que se orgulha por ter criado o primeiro sistema de aprendizado sem fim da hist\u00f3ria da computa\u00e7\u00e3o, o NELL, em parceria com a norte-americana Carnegie Mellon. Agora, o sistema est\u00e1 sendo levado ao segmento automotivo.<\/p>\n<p>\u201cA an\u00e1lise dos dados dos sensores \u00e9 algo semelhante ao que ocorre em uma plataforma online como a \u00a0Netflix. Depois que voc\u00ea assiste a um filme ou a uma s\u00e9rie, um algoritmo detecta um padr\u00e3o e passa a sugerir atra\u00e7\u00f5es que est\u00e3o de acordo com as suas prefer\u00eancias\u201d, explica o professor Estevam Hruschka, que lidera o projeto dentro da UFSCar.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que o algoritmo da \u00a0Netflix e de v\u00e1rias outras plataformas semelhantes \u00e9 est\u00e1tico, enquanto o que est\u00e1 sendo desenvolvido pela parceria entre a montadora e a institui\u00e7\u00e3o de ensino est\u00e1 em constante evolu\u00e7\u00e3o. Exemplificando: se um conjunto de dados indicar superaquecimento do motor e o motorista verificar que se trata apenas de um alarme falso, ele ir\u00e1 registrar essa informa\u00e7\u00e3o para o sistema. O aprendizado automatizado ir\u00e1 permitir que o computador do carro aprenda com esse ocorrido, n\u00e3o voltando a emitir o alerta diante de uma situa\u00e7\u00e3o parecida.<\/p>\n<p>\u201cCom a pr\u00e1tica, o sistema ir\u00e1 tamb\u00e9m se \u2018acostumando\u2019 \u00e0s prefer\u00eancias do usu\u00e1rio, entendendo quais as situa\u00e7\u00f5es em que ele gostaria de receber alertas sonoros ou visuais. Em alguns casos, tais sinais podem ser prejudiciais, como em momentos que exigem muita concentra\u00e7\u00e3o, e o sistema ir\u00e1 se adaptar a isso\u201d, explica. O sistema \u00e9 complexo e permitir\u00e1 tamb\u00e9m prevenir falhas mec\u00e2nicas, fadiga de material e v\u00e1rias outras situa\u00e7\u00f5es, tudo a partir da medi\u00e7\u00e3o dos dados dos sensores.<\/p>\n<p>Os trabalhos de coopera\u00e7\u00e3o ocorreram entre fevereiro e dezembro de 2017 e envolveu inclusive a ida de uma pesquisadora brasileira \u00e0 Su\u00e9cia, Amandia Oliveira S\u00e1, estreitando ainda mais os la\u00e7os entre as institui\u00e7\u00f5es. \u201cNa UFSCar, encontramos um parceiro competente com um approach internacional\u201d, elogia Anders Hedebj\u00f6rn, Senior Manager R&amp;D Projects da Volvo no Brasil. Para ele, \u201co horizonte dos pesquisadores brasileiros \u00e9 altamente relevante, o que permitiu a cria\u00e7\u00e3o de conhecimentos sobre futuras solu\u00e7\u00f5es. Isso nos deu um entendimento e um direcionamento sobre o que podemos desenvolver e implementar para manter a nossa posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a no segmento ao longo do tempo\u201d.<\/p>\n<p>Os ganhos foram m\u00fatuos. O professor Hruschka ressalta que a proximidade com a ind\u00fastria foi um enorme pr\u00eamio para os pesquisadores da UFSCar. \u201cEm um laborat\u00f3rio de pesquisa, \u00e9 poss\u00edvel obter uma s\u00e9rie de dados. No entanto, ter um parceiro como a Volvo em que voc\u00ea consegue ter dados de situa\u00e7\u00f5es reais de uso dos equipamentos, al\u00e9m de trocas de experi\u00eancias com os engenheiros que desenvolveram os sensores, informa\u00e7\u00f5es que indicam o que acontece no carro e outros dados, \u00e9 um avan\u00e7o fabuloso para a pesquisa cient\u00edfica\u201d, diz.<\/p>\n<p>Por mais que a parceria tenha chegado ao fim, a perspectiva \u00e9 de continuidade. Ainda h\u00e1 conversas entre as institui\u00e7\u00f5es em que est\u00e1 sendo definido um planejamento de longo prazo para que se obtenham ainda mais ganhos para ambas as partes.<\/p>","protected":false},"featured_media":18071,"template":"","article_category":[238],"class_list":["post-20716","article","type-article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","article_category-outras"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/article\/20716","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/article"}],"about":[{"href":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/article"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18071"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20716"}],"wp:term":[{"taxonomy":"article_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/article_category?post=20716"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}