{"id":20724,"date":"2017-09-18T16:43:17","date_gmt":"2017-09-18T19:43:17","guid":{"rendered":"https:\/\/cisb.org.br\/articles\/opening-the-frontiers-of-knowledge\/"},"modified":"2023-12-15T22:46:21","modified_gmt":"2023-12-16T01:46:21","slug":"abrindo-as-fronteiras-do-conhecimento","status":"publish","type":"article","link":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/artigos\/abrindo-as-fronteiras-do-conhecimento\/","title":{"rendered":"Abrindo as Fronteiras do Conhecimento"},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Coopera\u00e7\u00e3o entre CISB, CNPq e Saab completa 5 anos e se mostra amplamente bem-sucedida,<br>contribuindo para uma s\u00f3lida rela\u00e7\u00e3o entre Brasil e Su\u00e9cia.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n<p style=\"text-align: center;\"><em><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-16857\" style=\"margin-right: 20px; margin-bottom: 20px; float: left;\" src=\"https:\/\/cisb.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/bol28_mat03.jpg\" alt=\"bol28 mat03\" width=\"500\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/cisb.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/bol28_mat03.jpg 500w, https:\/\/cisb.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/bol28_mat03-300x240.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/em><\/p>\n<p>Por volta de 2012, o governo brasileiro sonhava em ver seus estudantes desbravando novos pa\u00edses. Para isso, criou o programa Ci\u00eancia sem Fronteiras com o objetivo de que milhares de acad\u00eamicos de v\u00e1rios n\u00edveis, de graduandos a p\u00f3s-doutorandos, passassem pelo menos um ano no exterior para aprimorar seus conhecimentos e trouxessem novos conhecimentos ao Brasil.<\/p>\n<p>Foi por essa \u00e9poca que o CISB come\u00e7ou a tomar forma. Aproveitando a ascens\u00e3o da iniciativa governamental, tra\u00e7ou uma parceria estrat\u00e9gica entre o CNPq (ag\u00eancia estatal de fomento a pesquisa) e a sueca Saab para promover o interc\u00e2mbio de pesquisadores. Uma hist\u00f3ria de sucesso come\u00e7ava a ser contada.<\/p>\n<p>Alguns dados d\u00e3o uma dimens\u00e3o clara do que vem sendo atingido. Em 2012, na primeira chamada da rec\u00e9m-estabelecida parceria, foram 28 projetos inscritos. Na mais recente chamada, em 2016, esse n\u00famero saltou para 162. No total, 13 doutorados sandu\u00edche e 21 p\u00f3s-doutorados foram realizados, al\u00e9m de in\u00fameros projetos de continuidade e desdobramentos.<\/p>\n<p>Alessandra Holmo, Managing Director do CISB, comemora os resultados salientando alguns dos desafios iniciais. \u201cEUA e Alemanha s\u00e3o os pa\u00edses mais procurados pelos pesquisadores. No geral, poucos t\u00eam conhecimento sobre a Su\u00e9cia, por isso que no come\u00e7o foi muito dif\u00edcil atrair interessados\u201d, relembra.<\/p>\n<p>Conforme os pesquisadores foram voltando, passaram a relatar o sucesso de suas experi\u00eancias no pa\u00eds escandinavo. A seriedade com que as pesquisas s\u00e3o desenvolvidas, a cultura de otimizar o tempo para desenvolver trabalhos mais assertivos e a alt\u00edssima qualidade do conhecimento acad\u00eamico se tornaram grandes atrativos para que novos interessados se inscrevessem. Al\u00e9m, \u00e9 claro, do bem-sucedido modelo sueco de h\u00e9lice tripla, em que a coopera\u00e7\u00e3o entre academia, ind\u00fastria e governo se consolida em uma importante plataforma para o fomento da inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>Resultados<\/strong><\/h3>\n<p>Hoje, muitos dos que passaram pela experi\u00eancia atuam como se fossem verdadeiros embaixadores da Su\u00e9cia no Brasil. \u00c9 o caso da professora Em\u00edlia Villani, do Instituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica (ITA). Participante da primeira chamada da parceria, ela atualmente est\u00e1 envolvida em praticamente todas as a\u00e7\u00f5es desenvolvidas entre as universidades suecas. E a quantidade de projetos vem crescendo a cada ano, principalmente a partir de 2013, quando o governo brasileiro anunciou a compra dos ca\u00e7as suecos Gripen, desenvolvidos pela Saab, o que levou o ITA a estreitar suas rela\u00e7\u00f5es com o pa\u00eds europeu.<\/p>\n<p>Em\u00edlia diz que j\u00e1 organizou a visita de uma comitiva do ITA para algumas universidades suecas, al\u00e9m de workshops e apoio das c\u00e1tedras do CISB junto ao instituto. \u201cA partir do an\u00fancio da compra dos ca\u00e7as, come\u00e7ou a haver mais volume de interc\u00e2mbio\u201d, conta. Ela diz que atualmente h\u00e1 c\u00e1tedras com as universidades Chalmers University of Technology (CTH), Link\u00f6ping University (LiU) e o Royal Institute of Techonolgy (KTH), cada uma com dura\u00e7\u00e3o de tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>A professora opina que \u201ca integra\u00e7\u00e3o com outros grupos de pesquisa permite conhecer melhor a realidade fora do Brasil e d\u00e1 oportunidade de autoavalia\u00e7\u00e3o aos envolvidos: o que precisam melhorar, quais os pontos fortes do trabalho etc.\u201d. Para ela, \u201ca internacionaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para manter a qualidade na pesquisa\u201d.<\/p>\n<p>O professor Victor Juliano De Negri vai na mesma linha. Titular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na \u00e1rea de Engenharia Mec\u00e2nica, trabalha em a\u00e7\u00f5es do CISB desde o in\u00edcio das atividades da institui\u00e7\u00e3o. Ele conta que a rela\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses traz benef\u00edcios n\u00edtidos para a qualidade da pesquisa. \u201cO principal ganho \u00e9 dar seguran\u00e7a para pessoa saber que est\u00e1 fazendo algo de boa qualidade em compara\u00e7\u00e3o com outros pa\u00edses\u201d, diz.<\/p>\n<p>De Negri conta que um dos resultados mais palp\u00e1veis dos interc\u00e2mbios \u00e9 a montagem de um demonstrador de modelos matem\u00e1ticos na \u00e1rea de aeron\u00e1utica que vem comprovando as teses propostas pelos pesquisadores. \u201cN\u00e3o havia demonstrador para esse setor no Brasil\u201d, explica. Todo o projeto foi feito na UFSC.<\/p>\n<p>Segundo ele, o contato com institui\u00e7\u00f5es estrangeiras d\u00e3o aos alunos \u201ca oportunidade de terem teses e disserta\u00e7\u00f5es em um campo de atua\u00e7\u00e3o interessante (aeron\u00e1utica), com perspectiva de desenvolvimento tecnol\u00f3gico a ser implementado em avi\u00f5es\u201d. O professor tamb\u00e9m elogia o modelo de h\u00e9lice tripla. \u201cA experi\u00eancia no exterior estimula a busca por essa pr\u00e1tica tamb\u00e9m no Brasil\u201d, opina.<\/p>\n<p>Outro resultado da coopera\u00e7\u00e3o bastante satisfat\u00f3rio \u00e9 o de Renato Machado, professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul. Ele trabalhou ao lado de Mats Pettersson, o criador do sistema de radares da Saab, em um trabalho que aumentou significantemente a acuracidade do monitoramento com esse tipo de equipamento. \u201cCriei uma solu\u00e7\u00e3o em que a uma taxa de detec\u00e7\u00e3o do sistema ficou pr\u00f3xima a 100% e a de falso alarme caiu para 12% (era de 60%). Os resultados foram publicados em dois peri\u00f3dicos\u201d, conta.<\/p>\n<p>Mais do que o sucesso com as pesquisas, dessa rela\u00e7\u00e3o com Pettersson nasceu uma amizade que vem trazendo muitos benef\u00edcios para os brasileiros. Alguns alunos est\u00e3o indo para a Su\u00e9cia trabalhar com o especialista enquanto o pr\u00f3prio \u201cpapa dos radares\u201d vem frequentemente ao Brasil ministrar palestras em congressos da \u00e1rea, criando um v\u00ednculo de valor inestim\u00e1vel para a pesquisa nacional.<\/p>\n<p>Alessandra Holmo n\u00e3o esconde a satisfa\u00e7\u00e3o com o que foi alcan\u00e7ado at\u00e9 aqui. \u201cO CISB se consolidou como um grande facilitador e catalizador nos projetos entre academia e ind\u00fastria. Essa continuidade que os professores est\u00e3o dando ao trabalho inicial \u00e9 fundamental, pois poder\u00e1 ser um grande indutor para a inova\u00e7\u00e3o industrial e na rela\u00e7\u00e3o Brasil-Su\u00e9cia\u201d, diz, projetando um futuro promissor para o pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>","protected":false},"featured_media":18030,"template":"","article_category":[238],"class_list":["post-20724","article","type-article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","article_category-outras"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/article\/20724","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/article"}],"about":[{"href":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/article"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18030"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20724"}],"wp:term":[{"taxonomy":"article_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cisb.org.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/article_category?post=20724"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}