
Missão organizada pelo CISB em parceria com a Saab AB e o CNPq reuniu pesquisadores brasileiros renomados e abriu novas possibilidades de colaboração com instituições suecas.
A missão Brazilian AI Researchers in Sweden 2026, organizada pelo CISB em parceria com a Saab AB e o CNPq, foi realizada entre 07 e 11 de setembro. A missão contou com a participação de um grupo seleto de pesquisadores, em uma programação de intercâmbio científico, com visitas a universidades e centros de pesquisa e encontros com diferentes atores do ecossistema sueco de inovação, buscando possibilidades de novas colaborações.
Para Edson Mintsu, um dos destaques da missão foi conhecer de perto os avanços em computação quântica na Linköping University e na Chalmers University of Technology. Embora não atue diretamente nessa área, a experiência despertou seu interesse pelas possibilidades que ela apresenta para o futuro da computação.
“Essa não é uma área em que eu atuo, porém enxergo uma grande beleza em refazer o que entendemos como computação hoje”, afirma Edson.
A experiência também chamou sua atenção para a forma como universidades e pesquisadores suecos se organizam para buscar financiamento e gerar resultados de impacto. Outro aspecto que considerou interessante foi a relação entre pesquisa e criação de novos negócios, especialmente pelo fato de as patentes geradas pelas pesquisas pertencerem aos próprios pesquisadores, o que, segundo ele, fomenta a criação de novos negócios.
Para Paulo Branco, os encontros durante a missão ampliaram suas perspectivas de pesquisa e permitiram aprofundar discussões com pesquisadores de diferentes instituições, incluindo Blekinge Institute of Technology (BTH), Chalmers, Swedish University of Agricultural Sciences (SLU) e Uppsala University.
A experiência também ajudou a identificar possibilidades de trabalho conjunto em temas relacionados às suas pesquisas. “A experiência ampliou minhas perspectivas de pesquisa, proporcionou trocas com pesquisadores na Suécia e ajudou a identificar oportunidades de trabalho conjunto”, destaca Paulo.
Entre as possibilidades identificadas estão aplicações em imagens SAR, detecção de mudanças, classificação e rastreamento de alvos, além de métodos probabilísticos e sistemas autônomos. As discussões realizadas durante a missão abriram espaço para o aprofundamento dessas conexões e para a identificação de novas oportunidades de pesquisa colaborativa.
Já para Américo Cunha Jr., a diversidade de áreas e instituições visitadas foi fundamental para ampliar o olhar sobre possíveis colaborações. O contato com pesquisadores de diferentes campos permitiu identificar oportunidades que não estavam inicialmente entre suas possibilidades de colaboração.
“Uma das maiores riquezas da experiência foi justamente o contato com pesquisadores de campos distintos, que acabou revelando possibilidades de colaboração que eu não havia considerado inicialmente”, explica Américo.
Durante a missão, Américo também participou da Sweden – Brazil Research & Innovation Conference in Life Science & Health, no Karolinska Institutet, e esteve em instituições como KTH Royal Institute of Technology (KTH), Uppsala University e Chalmers. As atividades permitiram explorar conexões entre matemática aplicada, computação científica, inteligência artificial e engenharia, além de possibilidades de aplicação em áreas como saúde, ciências da vida e dinâmica dos fluidos.
Uma das conexões já resultou em uma colaboração com professores do KTH, voltada à construção de modelos reduzidos para simulações de escoamentos turbulentos, com aplicações em energia eólica e engenharia aeroespacial. Américo pretende aprofundar as discussões iniciadas durante a missão e explorar novas possibilidades de projetos conjuntos, intercâmbio de pesquisadores e estudantes, coorientações, publicações e propostas de financiamento em colaboração.
Para o CISB, organizar este tipo de missão é uma das formas de fortalecer a rede de pesquisa dos dois países e fomentar a inovação de impacto no longo prazo.